Stories, motors, wheels and Sahara
Hello every body!
I am starting this blogg with a story, a true story, which I URGE to settle, because
I am fond of motors and wheels.
You’ll understand the urgency to resolve this on the lines below.
Last Easter I was traveling once again to Sahara with some friends of my Saharateam http://www.saharateam.com/ when I crossed with an Englishman on the southwest road of Morocco, near Dakla, far away from the late capital of West Sahara, Layoune.
Going south from Dakla there is a narrow road, with few traffic and long straight roads, crossing the nomads land and leading us to the Mauritanian border.
Everything started 120km south Dakla.
Two cars and a truck with motorcycles for the Saharateam clients were being driven at 80 or 82km/hour (high speed, as you see) and I was behind them.
A sort of “rule” was established in that part of the desert, the first car puts the lights on, either to greet or for them to know that I’m there again.
On that narrow road, with nobody, I find an English motorcycle, no worry on the face of the motard, and I think to myself “may be this man is having some problems. If he is and nobody helps him, when I return north I will find only his bones”.I made a u-turn and the result is: an Englishman older than me, with a BMW a little bit younger than him, with lots of sand in the carburetors due to a sand storm. I think he learned that in the desert, with wind, the motorbikes should not be dismantled.
The good Samaritan decided to help the Englishman.
He tried to put the bags and the helm in the back of the jeep with the other entire luggage but… no chance. The little jeep was full. However, there was enough room for the helm.
The Englishman sat on the right seat, with his bags over him.
Driving back for some help we found many beautiful houses in a beautiful village, but… nobody. Going 60km further north we found a service station in construction, which had already a telephone and where an “expert” businessman had already left some cards for “dépanage” trucks.
We ascertained with the “expert” businessman to pick up the Englishman at the service station, as well as the bike on the road.
And there he stayed, waiting for the “rescue” and thanking me for the trouble, and I went again south to join my group.
I drove the fastest I could to reach my team, my “boss” being already a bit upset and, after some hundreds of km south we finally reached the last service station in Morocco.
We could not go any further, to Nouadibou in Mauritania, where we had an hotel booked, because the border was already closed – no electricity, and it was hard to do all that bureaucratic work with a lamp.
So we decided to stay in the service station, have a shower and sleep in the possible bedroom, while one of my friends preferred to camp.
When I opened the back of the jeep to pick up my luggage I laughed to tears!!! Guess what I found – the HELM of the Englishman.
~
I forgot it was in the back of my car, so did he.
Now you can understand the problem I URGE to settle: either I find the Englishman and give him back the helm or, being fond of motors and wheels, I will have to buy a motorbike.
Can you help me?I have already seen a Suzuki 600, or should I buy a KTM? Because the helm I have already…
May God help me to settle down…
http://www.lisboadakar2007.blogspot.com/
http://www.saharagrandedeserto.blogspot.com/
2006/07/12
2006/06/25
Aventureiros, nós?
Depois de ter percorrido de lés a lés e variadíssimas vezes o Sahara Marroquino e o Sahara Ocidental, eis me pela primeira vez na Mauritânia.
A Mauritânia é um país com uma grande extensão territorial.
É quase duas vezes maior do que a França e um pouco menor que Angola.
Tem muito pouca população, que está quase toda alojada em cidades.
No sul,
na capital Noakchot, no norte na maior cidade e maior porto do país Nouadibou, e no centro no maciço de Adrar. 
O que vos vou contar aconteceu na região de Adrar, a Trab El Hajra “País da pedra” o coração histórico e comercial do país, onde existiram as grandes e antigas cidades atravessadas pelas caravanas nómadas, Ouadane, Chingueti, Tichitt e Oualata, que desde 1996 estão inscritas pela Unesco, na lista dos monumentos considerados património mundial.
Quando se percorre a Mauritânia,a noção que se tem é espaço, olha-se nos 360 graus em redor e vê-se o infinito, andam-se centenas de quilómetros. sem se ver viv'alma.
São planícies arenosas douradas e onduladas, poucos oásis
, mas lindos, dunas
de várias formas, algumas enormes, as pistas
são de fácil progressão e bastante suaves, estragando pouco os veículos que conduzimos e tal como na neve, por vezes dá mais gozo ir por fora de pista, onde o piso também é bom, mas onde o imprevisto, ou melhor, previsto salto, lomba ou depressão, deve levar a uma ainda maior atenção, para ser evitado.
Os animais durante o dia estão escondidos, vendo-se por vezes lebres ou raposas do deserto, quando os nossos jipes estão em rota de colisão com os seus esconderijos.
Em relação a isto tenho uma estória para vos contar.
ESTÓRIA
Um respeitoso cliente da http://www.saharateam.com/ , professor do Instituto Superior Técnico de Lisboa e motard nos tempos livres, cansado de tantos quilómetros, cheio de calor e farto de tentar evitar tanta erva camelo, resolveu entregar a sua mota a um dos enlatados (pessoa que viaja dentro dos carros) .
O jipinho em melhor condição para o acolher era o meu.
Hesitou um pouco, mas lá veio ter comigo, dizendo-me logo.
-Sei a maneira como você conduz, mas peço-lhe o favor que não faça avarias e que vá devagar, pois tenho medo de andar de jipe (foi a maneira polida, de me dizer "tenho medo da sua condução"), ao que eu acedi de boa vontade e tudo fiz para que o senhor pudesse descansar um pouco e que fosse comodamente instalado, liguei o ar condicionado e deixei de carregar no pé direito, passando a olhar mais para os lados,
mas… eis que na tal rota de colisão me surge uma lebre ….primeiro pensei só em a seguir, para a ver melhor, mas como ela cada vez me dava mais luta, mais velocidade e mais curvas apertadas, comecei a pensar como seria bom comer lebre ao jantar e a corrida ainda se tornou mais intensa, o professor. gritava ao meu lado, pensando eu que era para me entusiasmar naquele principio de luta carro lebre, em que a lebre estava a levar a melhor e a conseguir fintar-me com uma pinta danada.
Como os gritos se intensificaram e também já havia gritos no rádio, que eram do meu chefe, percebi então que o meu passageiro estava aflito com um possível capotanço do jipe e lembrei-me do prometido, abandonei a luta que foi prosseguida pelo meu amigo Didier que conseguiu vingar a minha derrota, indo a lebre directamente para a carrinha onde seguia o cozinheiro, com indicação do repasto.
Ao fim do dia, já no acampamento, preparei-me para ir fazer um ensopado de lebre, é que eu gosto daquilo e já estava com apetite e qual o meu espanto, os mauritanos tinham deitado a lebre fora, e porquê? por ter acabado por morrer sem ter sido sangrada e assim não se pode comer, norma dos muçulmanos.
Outra luta, esta de índole religiosa, esteve prestes a iniciar-se, mas os usos e costumes de cada um devem ser respeitados, assim os muçulmanos respeitem os nossos.
Outro dos animais que também se vê e que hoje sei, devia ser o símbolo do Sporting Clube de Portugal, são as impropriamente chamadas iguanas e cujo verdadeiro nome é lagarto egípcio de cauda espinhosa.
Este bicho adora tudo o que é verde, comendo tudo e até papel dessa cor. Não mete água, pois dizem que se lhes der água morre.
Lagarto, adora verde e não mete água--
-Sporting Clube de Portugal, porquê o leão?
Deixemos isto, para vos contar aquilo que me fez fazer estes escritos.
Mauritânia, paisagens douradas espectaculares
, cortadas por elevações cinéfilas, e onde de quando em vez se vêem acácias
com formas esculturais talhadas pelos ventos
e que fizeram de mim um fotógrafo de árvores, o que por vezes me faz sair das rotas, porque, “já ali” está uma acácia que parece diferente.
Mas o ”já ali”, é ainda maior que no Alentejo e o que parece já ali, está a grandes distancias, pois a grande luminosidade e uma atmosfera sem humidade, dão um máximo de transparência.
As cores são lindas, os oásis com os seus palmeirais deixam-nos ficar boquiabertos .
É por isso que os estúdios de cinema são no deserto, tanto nos E.U.A. como até na nossa vizinha Espanha, onde no único e pequeno deserto europeu, o Deserto de Tabernas, também há um estúdio de cinema.
Mas não é só a luminosidade, os próprios cenários naturais de beleza indescritível, também são um dos motivos.
São estas belezas naturais que me atraem e me fazem ir tantas vezes ao Sahara e que fizeram com que tenha ido à Califórnia e não tenha tido tempo para ir a São Francisco.
Voltemos então à Mauritânia, onde fui pela primeira vez e onde vários jipes
com europeus, acompanhados por duas carrinhas com mauritanos, para nosso apoio nos acampamentos, percorrem quilómetros e quilómetros de bela vastidão e onde só de tempos a tempos surgem
como vida, alguns
dromedários, que para ali foram trazidos para aproveitamento das pastagens.
Só podemos contar connosco, além da beleza natural não há mais nada, nem abastecimentos, nem combustíveis, nem nómadas, nem qualquer tipo de ajuda, dormida,
só em acampamentos.
Sinto-me um explorador, e isto é ou não é uma aventura ?
Pois, mas já vos conto.
HISTÓRIA
No planalto de Adrar , perto de Guelb Richard, cratera feita de vários círculos concêntricos, sendo quatro os principais, uma das poucas formações da terra que se consegue ver a olho nu do espaço e se pensava, ter sido formada pelo impacte de um meteorito, sabendo-se hoje, ser uma formação geológica rara, provocada por um acidente tectónico circular, fica
Chingetti, a sétima cidade santa do Islão, com as suas mesquitas sagradas e muitas bibliotecas
e no meio fica Ouadane.
Estas cidades que foram esplendorosas desde a sua formação no sec. XII D.C. até ao sec XVII faziam parte da rota dos comerciantes nómadas que com os seus dormedários atravessavam os desertos, trocando aqui o ouro , marfim e âmbar da África negra por metais, sal, vestuário, perfumes e jóias da região do Maghreb.
OUADANE
Ouadane era uma dessas cidades de comércio, chamadas “ksour”ou cidades fortificadas
.
Constituída por três mil casas de pátio interior, das quais, só estão habitadas, hoje, quatrocentas, estando o restante em ruínas, localizadas em labirintos de ruelas estreitas e situada numa encosta do planalto do Dhar, confundindo-se ao longe, pela cor das casas, com o próprio planalto.
Nesta cidade longe de tudo e do mar, que só tem acesso por pista e onde antigamente só se conseguia chegar em caravanas de dromedários, mas que era bem conhecida pela sua actividade científica e cultural e onde eu, na “minha aventura” estava mentalmente fazendo uma “expedição”,------ fundaram os portugueses em 1487, um centro comercial.
Na altura Portugal tinha 1500 000 habitantes e tão grande e longe fomos.
Hoje com
10 000 000 , somos um pequeno país, que só o futebol agita.
Aventureiros nós?
Sê-lo-íamos se esta viagem fosse no sec. xv, onde os nossos antepassados de facto o foram, elevando Portugal à potência mundial que fomos, mercê dos conhecimentos científicos possuídos.

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Depois de ter percorrido de lés a lés e variadíssimas vezes o Sahara Marroquino e o Sahara Ocidental, eis me pela primeira vez na Mauritânia.A Mauritânia é um país com uma grande extensão territorial.

É quase duas vezes maior do que a França e um pouco menor que Angola.
Tem muito pouca população, que está quase toda alojada em cidades.
No sul,
na capital Noakchot, no norte na maior cidade e maior porto do país Nouadibou, e no centro no maciço de Adrar. 
O que vos vou contar aconteceu na região de Adrar, a Trab El Hajra “País da pedra” o coração histórico e comercial do país, onde existiram as grandes e antigas cidades atravessadas pelas caravanas nómadas, Ouadane, Chingueti, Tichitt e Oualata, que desde 1996 estão inscritas pela Unesco, na lista dos monumentos considerados património mundial.
Quando se percorre a Mauritânia,a noção que se tem é espaço, olha-se nos 360 graus em redor e vê-se o infinito, andam-se centenas de quilómetros. sem se ver viv'alma.
São planícies arenosas douradas e onduladas, poucos oásis
, mas lindos, dunas
de várias formas, algumas enormes, as pistas
são de fácil progressão e bastante suaves, estragando pouco os veículos que conduzimos e tal como na neve, por vezes dá mais gozo ir por fora de pista, onde o piso também é bom, mas onde o imprevisto, ou melhor, previsto salto, lomba ou depressão, deve levar a uma ainda maior atenção, para ser evitado.Os animais durante o dia estão escondidos, vendo-se por vezes lebres ou raposas do deserto, quando os nossos jipes estão em rota de colisão com os seus esconderijos.
Em relação a isto tenho uma estória para vos contar.
ESTÓRIA
Um respeitoso cliente da http://www.saharateam.com/ , professor do Instituto Superior Técnico de Lisboa e motard nos tempos livres, cansado de tantos quilómetros, cheio de calor e farto de tentar evitar tanta erva camelo, resolveu entregar a sua mota a um dos enlatados (pessoa que viaja dentro dos carros) .
O jipinho em melhor condição para o acolher era o meu.
Hesitou um pouco, mas lá veio ter comigo, dizendo-me logo.
-Sei a maneira como você conduz, mas peço-lhe o favor que não faça avarias e que vá devagar, pois tenho medo de andar de jipe (foi a maneira polida, de me dizer "tenho medo da sua condução"), ao que eu acedi de boa vontade e tudo fiz para que o senhor pudesse descansar um pouco e que fosse comodamente instalado, liguei o ar condicionado e deixei de carregar no pé direito, passando a olhar mais para os lados,
mas… eis que na tal rota de colisão me surge uma lebre ….primeiro pensei só em a seguir, para a ver melhor, mas como ela cada vez me dava mais luta, mais velocidade e mais curvas apertadas, comecei a pensar como seria bom comer lebre ao jantar e a corrida ainda se tornou mais intensa, o professor. gritava ao meu lado, pensando eu que era para me entusiasmar naquele principio de luta carro lebre, em que a lebre estava a levar a melhor e a conseguir fintar-me com uma pinta danada.
Como os gritos se intensificaram e também já havia gritos no rádio, que eram do meu chefe, percebi então que o meu passageiro estava aflito com um possível capotanço do jipe e lembrei-me do prometido, abandonei a luta que foi prosseguida pelo meu amigo Didier que conseguiu vingar a minha derrota, indo a lebre directamente para a carrinha onde seguia o cozinheiro, com indicação do repasto.
Ao fim do dia, já no acampamento, preparei-me para ir fazer um ensopado de lebre, é que eu gosto daquilo e já estava com apetite e qual o meu espanto, os mauritanos tinham deitado a lebre fora, e porquê? por ter acabado por morrer sem ter sido sangrada e assim não se pode comer, norma dos muçulmanos.
Outra luta, esta de índole religiosa, esteve prestes a iniciar-se, mas os usos e costumes de cada um devem ser respeitados, assim os muçulmanos respeitem os nossos.
Outro dos animais que também se vê e que hoje sei, devia ser o símbolo do Sporting Clube de Portugal, são as impropriamente chamadas iguanas e cujo verdadeiro nome é lagarto egípcio de cauda espinhosa.
Este bicho adora tudo o que é verde, comendo tudo e até papel dessa cor. Não mete água, pois dizem que se lhes der água morre.
Lagarto, adora verde e não mete água--
-Sporting Clube de Portugal, porquê o leão?
Deixemos isto, para vos contar aquilo que me fez fazer estes escritos.
Mauritânia, paisagens douradas espectaculares
, cortadas por elevações cinéfilas, e onde de quando em vez se vêem acácias
com formas esculturais talhadas pelos ventos
e que fizeram de mim um fotógrafo de árvores, o que por vezes me faz sair das rotas, porque, “já ali” está uma acácia que parece diferente.Mas o ”já ali”, é ainda maior que no Alentejo e o que parece já ali, está a grandes distancias, pois a grande luminosidade e uma atmosfera sem humidade, dão um máximo de transparência.
As cores são lindas, os oásis com os seus palmeirais deixam-nos ficar boquiabertos .
É por isso que os estúdios de cinema são no deserto, tanto nos E.U.A. como até na nossa vizinha Espanha, onde no único e pequeno deserto europeu, o Deserto de Tabernas, também há um estúdio de cinema.
Mas não é só a luminosidade, os próprios cenários naturais de beleza indescritível, também são um dos motivos.
São estas belezas naturais que me atraem e me fazem ir tantas vezes ao Sahara e que fizeram com que tenha ido à Califórnia e não tenha tido tempo para ir a São Francisco.
Voltemos então à Mauritânia, onde fui pela primeira vez e onde vários jipes
com europeus, acompanhados por duas carrinhas com mauritanos, para nosso apoio nos acampamentos, percorrem quilómetros e quilómetros de bela vastidão e onde só de tempos a tempos surgem
como vida, alguns
dromedários, que para ali foram trazidos para aproveitamento das pastagens.Só podemos contar connosco, além da beleza natural não há mais nada, nem abastecimentos, nem combustíveis, nem nómadas, nem qualquer tipo de ajuda, dormida,
só em acampamentos.Sinto-me um explorador, e isto é ou não é uma aventura ?
Pois, mas já vos conto.
HISTÓRIA
No planalto de Adrar , perto de Guelb Richard, cratera feita de vários círculos concêntricos, sendo quatro os principais, uma das poucas formações da terra que se consegue ver a olho nu do espaço e se pensava, ter sido formada pelo impacte de um meteorito, sabendo-se hoje, ser uma formação geológica rara, provocada por um acidente tectónico circular, fica
Chingetti, a sétima cidade santa do Islão, com as suas mesquitas sagradas e muitas bibliotecas
e no meio fica Ouadane.Estas cidades que foram esplendorosas desde a sua formação no sec. XII D.C. até ao sec XVII faziam parte da rota dos comerciantes nómadas que com os seus dormedários atravessavam os desertos, trocando aqui o ouro , marfim e âmbar da África negra por metais, sal, vestuário, perfumes e jóias da região do Maghreb.
OUADANE
Ouadane era uma dessas cidades de comércio, chamadas “ksour”ou cidades fortificadas
.Constituída por três mil casas de pátio interior, das quais, só estão habitadas, hoje, quatrocentas, estando o restante em ruínas, localizadas em labirintos de ruelas estreitas e situada numa encosta do planalto do Dhar, confundindo-se ao longe, pela cor das casas, com o próprio planalto.
Nesta cidade longe de tudo e do mar, que só tem acesso por pista e onde antigamente só se conseguia chegar em caravanas de dromedários, mas que era bem conhecida pela sua actividade científica e cultural e onde eu, na “minha aventura” estava mentalmente fazendo uma “expedição”,------ fundaram os portugueses em 1487, um centro comercial.
Na altura Portugal tinha 1500 000 habitantes e tão grande e longe fomos.

Hoje com
10 000 000 , somos um pequeno país, que só o futebol agita.
Aventureiros nós?
Sê-lo-íamos se esta viagem fosse no sec. xv, onde os nossos antepassados de facto o foram, elevando Portugal à potência mundial que fomos, mercê dos conhecimentos científicos possuídos.
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2006/05/28
ESTÓRIAS MOTORES RODAS E SAHARA.

Olá a todos
Estou a começar este blogg, onde pretendo misturar as minhas estórias com os meus “hobbies” ou paixões – motores e motores ligados a rodas.
E conto-vos que já tenho um seguidor a quem deixar a minha frota: o meu lindo neto (os avós são assim).
Ele fica especado quando vê uma “bôta” (mota, na sua linguagem de ano e meio) e já faz comigo, ao meu colo e ao volante, 100 metros diários na rua onde moro, voltando para casa a pé (se contarem isto à GNR desminto). Claro que não tem trânsito e claro que não se deve fazer.
Sou médico e comecei a trabalhar há já algum tempo em expedições em África, numa empresa de eventos (http://www.ideiasnómadas.com/) (digo, em vez de trabalhar a divertir-me, pois é norma das nossas viagens proibir as pessoas de terem contacto com doenças).Tornei-me, modéstia à parte, num expert à minha maneira em desertos e também nas diferentes formas de estragar e atular jipes.

As minhas estórias penso que são giras, pois misturam a tentativa de ser perfeito e eficiente com as minhas muitas distracções.
E quando é que eu me distraio? Pois quando estou a fazer uma coisa e a pensar em duas ou três outras ao mesmo tempo. Se eu pensar só numa coisa, o que estou a fazer sai bem.
Vou começar pela minha última estória. E é pela última não porque a arteriosclerose me esteja já a atacar, mas pela urgência que esta estória implica.
No sul de Marrocos, antigo sahara ocidental espanhol, situa-se o Cabo Bojador, dobrado pela primeira vez pelo navegador português Gil Eanes e que nós, na nossa romanceada História, pensávamos ser um lugar de difícil passagem devido a tempestades, mar revolto etc. (Quem quer passar além do Bojador/Tem que passar além da dor, disse Pessoa).
Eu já passei por lá 6 vezes e vi sempre um mar muito sereno, onde eu próprio com um barco a remos (mas com motor) seria capaz de passear.

Descobri, entretanto, pois não sou um expert em História, que o problema dos navegadores portugueses era o de que a sua progressão se fazia a bombordo (lado do barco donde se avista terra), pois no Bojador, como podemos ver pela fotografia, a profundidade do mar mesmo a centenas de metros da costa é muito baixa, e o perigo de encalhar era grande, e para o evitar tinham de se afastar demasiado de terra; caso deixassem de a ver havia
o perigo de chegarem ao Brasil, que eles não sabiam que existia.
Esta baixa profundidade é hoje aproveitada por "armadores" sem escrúpulos, para abandonarem os antigos navios, não tendo em conta sequer a beleza natural desta baía, de água de cor indescritível.
E quando é que eu me distraio? Pois quando estou a fazer uma coisa e a pensar em duas ou três outras ao mesmo tempo. Se eu pensar só numa coisa, o que estou a fazer sai bem.
Vou começar pela minha última estória. E é pela última não porque a arteriosclerose me esteja já a atacar, mas pela urgência que esta estória implica.
No sul de Marrocos, antigo sahara ocidental espanhol, situa-se o Cabo Bojador, dobrado pela primeira vez pelo navegador português Gil Eanes e que nós, na nossa romanceada História, pensávamos ser um lugar de difícil passagem devido a tempestades, mar revolto etc. (Quem quer passar além do Bojador/Tem que passar além da dor, disse Pessoa).

Eu já passei por lá 6 vezes e vi sempre um mar muito sereno, onde eu próprio com um barco a remos (mas com motor) seria capaz de passear.

Descobri, entretanto, pois não sou um expert em História, que o problema dos navegadores portugueses era o de que a sua progressão se fazia a bombordo (lado do barco donde se avista terra), pois no Bojador, como podemos ver pela fotografia, a profundidade do mar mesmo a centenas de metros da costa é muito baixa, e o perigo de encalhar era grande, e para o evitar tinham de se afastar demasiado de terra; caso deixassem de a ver havia
o perigo de chegarem ao Brasil, que eles não sabiam que existia.Esta baixa profundidade é hoje aproveitada por "armadores" sem escrúpulos, para abandonarem os antigos navios, não tendo em conta sequer a beleza natural desta baía, de água de cor indescritível.

Se o infante D. Henrique tivesse imaginado chegar ao cabo da Boa Esperança em 4X4, essa descoberta teria sido mais tardia mas mais segura, e o UMM teria sido fabricado mais cedo.
Mais a sul de Marrocos situa-se a última cidade
marroquina, chamada Dakla situada já a muitos Km da capital do Sahara Ocidental
Mais a sul de Marrocos situa-se a última cidade
marroquina, chamada Dakla situada já a muitos Km da capital do Sahara OcidentalPara sul de Dakla fica uma estrada estreita e com movimento quase nulo, com grandes rectas, que atravessa a terra dos nómadas levando-nos à fronteira da Mauritânia.

Pois foi a cerca de 120km para sul de Dakla que tudo começou.
Dois carros e um reboque com motas para os clientes do Saharateam seguiam à minha frente numa pasmacenta velocidade de 80 e por vezes 82Km/hora com alguns percalços que dão tempo para tudo.
Dois carros e um reboque com motas para os clientes do Saharateam seguiam à minha frente numa pasmacenta velocidade de 80 e por vezes 82Km/hora com alguns percalços que dão tempo para tudo.
Nesta estrada passo mais tempo a olhar para a esquerda, terra dos nómadas, e para a direita, o mar dos conquistadores portugueses, do que para a frente. 






Mas antes e depois de ler o que atrás está escrito, fiquei com a sensação que vocês pensam que vou lá para sofrer.
Nada disso. Nós só falamos do mau, pois vou mostrar-vos o lado bom.
uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu
uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu
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Estória
Em terras de nómadas, onde só passa um carro de vez em quando e onde já sabem que eu às vezes por ali passo, foi criado o hábito que o carro que vem de frente acende os faróis. É capaz de ser para cumprimentarem, mas também pode ser para que tenham a certeza de que eu os vejo.
Nessa estrada estreita e sem ninguém encontro na berma uma mota inglesa parada, com o motard completamente despreocupado. Passo por ele e penso 'será que o homem está com problemas? Se está e ninguém o ajudar, quando eu voltar para norte posso encontrar apenas os ossos'.
Inversão de marcha – resultado:
inglês mais velho que eu, com uma BMW um pouco mais nova que ele e que, devido à tempestade de areia, tinha areia nos carburadores.
Nessa estrada estreita e sem ninguém encontro na berma uma mota inglesa parada, com o motard completamente despreocupado. Passo por ele e penso 'será que o homem está com problemas? Se está e ninguém o ajudar, quando eu voltar para norte posso encontrar apenas os ossos'.
Inversão de marcha – resultado:
inglês mais velho que eu, com uma BMW um pouco mais nova que ele e que, devido à tempestade de areia, tinha areia nos carburadores. Como, não sei, mas penso que aprendeu que no deserto, quando está vento, não se desmontam motas e nós, sabendo isto, também não desmontamos nada, sorte do senhor pois com a nossa vontade de ajudar ele corria o risco de ficar com a mota definitivamente desmanchada por não sermos capazes de a montar.
O bom samaritano resolveu ajudar o inglês.
Agarrou nele e nos sacos, e ainda no capacete, e tentou metê-lo no pequeno jipe que “roubou” à mulher, pois o dele é longo, bom, mas está estragado.
Primeira manobra: tentar meter toda a mercadoria no atafulhado jipe.
Abri a bagageira e arranjei um pequeno espaço para meter o capacete.
O inglês apercebe-se do problema, senta-se no banco da frente e coloca todos os seus sacos sobre ele.
Voltamos para trás alguns quilómetros e encontramos muitas casas novas, numa aldeia bonita, mas nenhum habitante... mistérios de um território em organização.
Lá voltamos nós mais 60Km para trás, o que em África não é nada, encontramos uma bomba de gasolina em construção, mas que já tinha telefone e onde um “expert” empresário marroquino tinha deixado um cartão de “dépanaje” reboque.
Combinámos por telefone, com o marroquino, para vir buscar o inglês à estação de serviço e a mota à estrada.
Lá deixámos o inglês, que não sabia uma palavra de francês, em terras onde aquela gente não sabe uma palavra de inglês.
Viemos embora, com o agradecimento profundo do já nosso amigo motard e com a sensação do dever cumprido.
O meu chefe de Ideias Nómadas fica muito nervoso quando a distância entre nós já não permite o contacto via rádio.
Eu já o imaginava de 10 em 10km a ver se tinha rede no telemóvel e depois a pensar que, afinal, ali não há rede.
Tal como não há rede, também não há radares controladores de velocidade. Os carros da frente acendem as luzes e só é preciso cuidado com algumas dunas, que sabem que o asfalto não pertence ali, e com os camelos que, não percebo porquê, não estão sempre do mesmo lado da estrada. Até porque os dois lados da estrada são iguais… Porque é que passam dum lado para o outro?
120 km de distância para o “boss” necessita de muito gás. E olho com tristeza para as boas fotos que não posso tirar, mas que tenho a esperança que já estejam arquivadas no computador, de outras viagens à Mauritânia, pois variar de estrada para este destino não é possível.
O bom samaritano resolveu ajudar o inglês.
Agarrou nele e nos sacos, e ainda no capacete, e tentou metê-lo no pequeno jipe que “roubou” à mulher, pois o dele é longo, bom, mas está estragado.

Primeira manobra: tentar meter toda a mercadoria no atafulhado jipe.
Abri a bagageira e arranjei um pequeno espaço para meter o capacete.
O inglês apercebe-se do problema, senta-se no banco da frente e coloca todos os seus sacos sobre ele.Voltamos para trás alguns quilómetros e encontramos muitas casas novas, numa aldeia bonita, mas nenhum habitante... mistérios de um território em organização.

Lá voltamos nós mais 60Km para trás, o que em África não é nada, encontramos uma bomba de gasolina em construção, mas que já tinha telefone e onde um “expert” empresário marroquino tinha deixado um cartão de “dépanaje” reboque.
Combinámos por telefone, com o marroquino, para vir buscar o inglês à estação de serviço e a mota à estrada.

Lá deixámos o inglês, que não sabia uma palavra de francês, em terras onde aquela gente não sabe uma palavra de inglês.
Viemos embora, com o agradecimento profundo do já nosso amigo motard e com a sensação do dever cumprido.
O meu chefe de Ideias Nómadas fica muito nervoso quando a distância entre nós já não permite o contacto via rádio.
Eu já o imaginava de 10 em 10km a ver se tinha rede no telemóvel e depois a pensar que, afinal, ali não há rede.
Tal como não há rede, também não há radares controladores de velocidade. Os carros da frente acendem as luzes e só é preciso cuidado com algumas dunas, que sabem que o asfalto não pertence ali, e com os camelos que, não percebo porquê, não estão sempre do mesmo lado da estrada. Até porque os dois lados da estrada são iguais… Porque é que passam dum lado para o outro?
120 km de distância para o “boss” necessita de muito gás. E olho com tristeza para as boas fotos que não posso tirar, mas que tenho a esperança que já estejam arquivadas no computador, de outras viagens à Mauritânia, pois variar de estrada para este destino não é possível.Ao fim de umas centenas de quilómetros para sul começo a ouvir na rádio a voz roufenha do grupo.
Estavam na última estação de serviço de Marrocos e já não podiam passar para Nouadibou, onde tínhamos um bom hotel marcado. A fronteira fechava ao cair da noite.
Calculei eu o motivo – não têm electricidade (é que toda aquela burocracia à luz da vela não deve ser fácil).
Estavam na última estação de serviço de Marrocos e já não podiam passar para Nouadibou, onde tínhamos um bom hotel marcado. A fronteira fechava ao cair da noite.
Calculei eu o motivo – não têm electricidade (é que toda aquela burocracia à luz da vela não deve ser fácil).Comecei a pensar onde é que o grupo se iria alojar; sabia que a estação de serviço tinha quartos, mas… como seriam os quartos? No entanto, mais valia ficar num quarto do que numa tenda.
Não o entendeu assim um amigo meu que, na mesma viagem, em vez de levar um saco cama, levou por engano outra tenda, tendo assim dormido com duas tendas.
http://www.ideiasnómadas.com/ após reunião, resolveu com aprovação por unanimidade, cobrar apenas uma dormida, tendo considerado para situações futuras, "dormida em tenda envolto noutra".

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Pensei também na "comodidade" do banho e fiquei contente por o poder tomar a "solo".

Não o entendeu assim um amigo meu que, na mesma viagem, em vez de levar um saco cama, levou por engano outra tenda, tendo assim dormido com duas tendas.http://www.ideiasnómadas.com/ após reunião, resolveu com aprovação por unanimidade, cobrar apenas uma dormida, tendo considerado para situações futuras, "dormida em tenda envolto noutra".

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Pensei também na "comodidade" do banho e fiquei contente por o poder tomar a "solo".

uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu
Parei o carro no que Alá transformou o destino daquele dia.
Mal o “boss” me viu, veio a correr para me dar a chavinha da suite, ou melhor, para aproveitar para me dar a “rabecada” pelo meu atraso. Eu desboquei, “passarem antes de mim pelo inglês e nem sequer pararam”, ofensa para o chefe que também é motard.
Mal o “boss” me viu, veio a correr para me dar a chavinha da suite, ou melhor, para aproveitar para me dar a “rabecada” pelo meu atraso. Eu desboquei, “passarem antes de mim pelo inglês e nem sequer pararam”, ofensa para o chefe que também é motard.
Abro a bagageira para levar a mochila para a suite e… espanto meu, seguido de ruidosa gargalhada, (só rimos da desgraça) ali estava o capacete do motard inglês que eu tinha deixado ficar 500km a norte.Ainda se alvitrou a devolução do capacete, mas como 500km mais 500km dá 1.000km, começámos a imaginar que em Dakla ele o conseguiria substituir, talvez por um penico de esmalte… (isto não é maldade, mas a situação deu para o divertimento).
Esta estória talvez sirva para conseguir devolver o capacete e para saber se a resolução alvitrada se concretizou ou se o inglês teve o engenho e arte de arranjar melhor solução .
Vou enviá-la a vários clubes de motards portugueses e depois de retrovertida em inglês para todos os clubes de motards ingleses, que para além de ficarem a conhecer as nossas actividades
,

talvez tentem descobrir o antigo dono do capacete.Eu tenho urgência nesta devolução, pois agora tenho um bom capacete e não tenho mota… E caso acabe por ficar com ele o resultado final está-se mesmo a ver: amante de motores e de rodas, já estou a olhar para uma Suzuki 600, baixinha e sem carnagem, ou será que eu não ficaria melhor com uma KTM?
Que Deus me dê juízo!!! E ao inglês também.
Na restante viagem, como as fotos abaixo documentam, correu quase tudo bem.
No TT, todos os dias são plenos de actividade, de acontecimentos e até porque parte-se quando se pode e chega-se quando se consegue, havendo sempre muitas estórias.
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Querem mais estórias?
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Ou preferem participar?
www.ideiasnómadas.com
Stories, motors, wheels and Sahara
Hello every body!
I am starting this blogg with a story, a true story, which I URGE to settle, because I am fond of motors and wheels. You’ll understand the urgency to resolve this on the lines below.
Last Easter I was travelling once again to Sahara with some friends of my Saharateam http://www.saharateam.com/ when I crossed with an Englishman on the southest road of Morocco, near Dakla, far away from the late capital of West Sahara, Layoune.
Going south from Dakla there is a narrow road, with few traffic and long straight roads, crossing the nomads land and leading us to the Mauritanean border.
Everything started 120km south Dakla. Two cars and a truck with motorcycles for the Saharateam clients were being driven at 80 or 82km/hour (high speed, as you see) and I was behind them.
A sort of “rule” was established in that part of the desert, the first car puts the lights on, either to greet or for them to know that I’m there again.
On that narrow road, with nobody, I find an English motorcycle, no worry on the face of the motard, and I think to myself “may be this man is having some problems. If he is and nobody helps him, when I return north I will find only his bones”.
I made a u-turn and the result is: an Englishman older than me, with a BMW a little bit younger than him, with lots of sand in the carburettors due to a sand storm. I think he learned that in the desert, with wind, the motorbikes should not be dismantled.
The good Samaritan decided to help the Englishman. He tried to put the bags and the helm in the back of the jeep with all the other luggage but… no chance. The little jeep was full. However, there was enough room for the helm. The Englishman sat on the right seat, with his bags over him.
Driving back for some help we found many beautiful houses in a beautiful village, but… nobody. Going 60km further north we found a service station in construction, which had already a telephone and where an “expert” businessman had already left some cards for “dépanage” trucks. We ascertained with the “expert” businessman to pick up the Englishman at the service station, as well as the bike on the road.
And there he stayed, waiting for the “rescue” and thanking me for the trouble, and I went again south to join my group.
I drove the fastest I could to reach my team, my “boss” being already a bit upset and, after some hundreds of km south we finally reached the last service station in Morocco. We could not go any further, to Nouadibou in Mauritania, where we had an hotel booked, because the border was already closed – no electricity, and it was hard to do all that bureaucratic work with a lamp.
So we decided to stay in the service station, have a shower and sleep in the possible bedroom, while one of my friends preferred to camp.
When I opened the back of the jeep to pick up my luggage I laughed to tears!!! Guess what I found – the HELM of the Englishman. I forgot it was in the back of my car, so did he.
Now you can understand the problem I URGE to settle: either I find the Englishman and give him back the helm or, being fond of motors and wheels, I will have to buy a motorbike.
Can you help me?
I have already seen a Suzuki 600, or should I buy a KTM? Because the helm I have already…
May God help me to settle down…
Hello every body!
I am starting this blogg with a story, a true story, which I URGE to settle, because I am fond of motors and wheels. You’ll understand the urgency to resolve this on the lines below.
Last Easter I was travelling once again to Sahara with some friends of my Saharateam http://www.saharateam.com/ when I crossed with an Englishman on the southest road of Morocco, near Dakla, far away from the late capital of West Sahara, Layoune.
Going south from Dakla there is a narrow road, with few traffic and long straight roads, crossing the nomads land and leading us to the Mauritanean border.
Everything started 120km south Dakla. Two cars and a truck with motorcycles for the Saharateam clients were being driven at 80 or 82km/hour (high speed, as you see) and I was behind them.
A sort of “rule” was established in that part of the desert, the first car puts the lights on, either to greet or for them to know that I’m there again.
On that narrow road, with nobody, I find an English motorcycle, no worry on the face of the motard, and I think to myself “may be this man is having some problems. If he is and nobody helps him, when I return north I will find only his bones”.
I made a u-turn and the result is: an Englishman older than me, with a BMW a little bit younger than him, with lots of sand in the carburettors due to a sand storm. I think he learned that in the desert, with wind, the motorbikes should not be dismantled.
The good Samaritan decided to help the Englishman. He tried to put the bags and the helm in the back of the jeep with all the other luggage but… no chance. The little jeep was full. However, there was enough room for the helm. The Englishman sat on the right seat, with his bags over him.
Driving back for some help we found many beautiful houses in a beautiful village, but… nobody. Going 60km further north we found a service station in construction, which had already a telephone and where an “expert” businessman had already left some cards for “dépanage” trucks. We ascertained with the “expert” businessman to pick up the Englishman at the service station, as well as the bike on the road.
And there he stayed, waiting for the “rescue” and thanking me for the trouble, and I went again south to join my group.
I drove the fastest I could to reach my team, my “boss” being already a bit upset and, after some hundreds of km south we finally reached the last service station in Morocco. We could not go any further, to Nouadibou in Mauritania, where we had an hotel booked, because the border was already closed – no electricity, and it was hard to do all that bureaucratic work with a lamp.
So we decided to stay in the service station, have a shower and sleep in the possible bedroom, while one of my friends preferred to camp.
When I opened the back of the jeep to pick up my luggage I laughed to tears!!! Guess what I found – the HELM of the Englishman. I forgot it was in the back of my car, so did he.
Now you can understand the problem I URGE to settle: either I find the Englishman and give him back the helm or, being fond of motors and wheels, I will have to buy a motorbike.
Can you help me?
I have already seen a Suzuki 600, or should I buy a KTM? Because the helm I have already…
May God help me to settle down…
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